Paubrasilia echinata

Paubrasilia echinata (Lam.) Gagnon, H.C. Lima & G.P. Lewis | Família: Fabaceae | Nome popular: Pau-brasil

Descrição botânica profissional

O pau-brasil (Paubrasilia echinata) é uma espécie arbórea decídua, de crescimento lento, nativa da Mata Atlântica brasileira e considerada símbolo nacional. Quando jovem, apresenta tronco frequentemente aculeado, com acúleos dispersos ao longo do fuste. O cerne é denso e de coloração avermelhada intensa, característica que motivou sua exploração histórica para extração de corantes e fabricação de instrumentos musicais. As folhas são compostas, de brilho acentuado, e a copa, relativamente aberta, confere aspecto leve e elegante à arquitetura da árvore.

Uso paisagístico sugerido: Recomendada para projetos de arborização urbana de caráter histórico-cultural, parques, praças amplas, reflorestamento de áreas degradadas da Mata Atlântica e grandes jardins, como árvore isolada ou em pequenos grupos, valorizando seu porte e seu valor simbólico.

Parâmetros de cultivo

  • Luminosidade: Sol pleno.
  • Rega: Regular nos primeiros anos após o plantio.
  • Solo ideal: Profundo, bem drenado, fértil, com boa disponibilidade de matéria orgânica.
  • Clima: Tropical e subtropical úmido.
  • pH recomendado: Levemente ácido a neutro.

Morfologia e porte

  • Hábito: Árvore de médio a grande porte.
  • Altura estimada: 10 a 15 metros em cultivo (podendo ultrapassar 30 m em florestas nativas).
  • Diâmetro de copa: 8 a 12 metros, de conformação irregular a globosa.
  • Crescimento: Lento (aproximadamente 30 cm por ano nos primeiros anos).

Ciclo fenológico

Floração: Primavera ao início do verão, com flores amarelas, vistosas, reunidas em inflorescências terminais.

Frutificação: Verão e início do outono, produzindo vagens lenhosas contendo sementes comprimidas.

Manejo e observações técnicas

Recomenda-se a realização de podas de condução para elevação da copa e remoção de ramos baixos aculeados. Deve-se monitorar a ocorrência de broca-do-tronco e utilizar tutores nos primeiros dois anos após o plantio para garantir o correto alinhamento do fuste. Não é indicada para locais com fiação aérea baixa, em função do porte final da espécie.

Em projetos de paisagismo litorâneo em Santos e Praia Grande , o pau-brasil pode ser empregado como espécie simbólica e estrutural em áreas amplas, especialmente quando associado ao correto preparo de solos arenosos e sistemas de drenagem e à adequada seleção de espécies para jardins litorâneos .